Os maiores escândalos do século XX da família real britânica!

Traições, fantasias e mortes. A família real britânica já enfrentou alguns escândalos, que colocaram em causa a reputação da monarquia britânica.

27 Jun 2019 | 11:10
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Tanto que teríamos para contar… O reinado de Isabel II não tem sido fácil de digerir, apesar de esta até ser uma família bastante acarinhada pelos súbditos. Contudo, a postura da rainha mantém-se inabalável, apesar de todos os «ataques» e escândalos que têm manchado a imagem da monarquia inglesa.

Rei Eduardo VIII
Comecemos lá atrás, nos anos 30… O rei Eduardo VIII subia ao trono, depois da morte do pai. O constante comportamento avesso aos protocolos da corte colocaram-no, diversas vezes, numa posição delicada, no que à imagem pública dizia respeito. Porém, o escândalo espoletou quando assumiu o romance com Wallis Simpson, uma socialite americana. O caso abalou a monarquia, mas o rei Eduardo VIII viria a abdicar do trono, no fim de 1936, para poder viver este amor.

A verdade é que este facto alterou a rota da linha de sucessão ao trono e, em traços muito gerais, foi desta forma que a sobrinha, Isabel II, chegou à liderança da monarquia. Sublinhamos: não estava previsto que assim fosse. A História de Inglaterra transformou-se, invariavelmente, para sempre.

Príncipe Carlos
Em 1981, o Príncipe Carlos casa com Diana. O casamento que de «conto de fadas» teve muito pouco, marcou uma nova era de humilhações épicas para a Casa Real Britânica.

O filho mais velho de Isabel II, apesar de ter consciência da importância do casamento, não deixou de «prevaricar». É que a rebeldia está-lhe nos genes, como muitos acreditam, e o eterno amor a Camilla Parker Bowles fê-lo cometer as loucuras próprias de quem está apaixonado e, ao mesmo tempo, impossibilitado de viver uma paixão… Camilla casara-se, entretanto, com Andrew Parker Bowles, um oficial do Exército Britânico, enquanto o príncipe Carlos estava destinado a cumprir o serviço militar. Os dois desencontravam-se desta forma… no que ao casamento dizia respeito, apenas.

Assim sendo, Diana foi a grande eleita para trocar alianças com o príncipe Carlos, em 1981. Era de uma família de linhagem importante, os Spencer, e esse foi, sem dúvida, o ponto de partida. Porém… O príncipe que, anos mais tarde, sucederia ao trono nunca conseguiu esquecer Camilla e os dois mantiveram uma relação extra-conjugal paralela aos próprios casamentos. Este, sim, foi o grande escândalo! Os súbditos, que seguiram, a par e passo, o enlace de Diana e Carlos, sonharam e vibraram, não queriam acreditar quando perceberam que o príncipe era o grande protagonista de uma infidelidade.

Em 1993, começou a circular na imprensa uma gravação que revelava uma conversa extremamente íntima, tida em 1989, entre Carlos e a amante. Até hoje, ecoam na nossa memória as palavras do príncipe, ao dirigir-se a Camilla com uma brincadeira muito peculiar. Carlos diz que gostaria de reencarnar num tampão da amante, para estar sempre «dentro dela».

O escândalo abalou a monarquia, congelou o Palácio de Buckingham, mas não foi suficientemente forte para aniquilar a relação amorosa de Carlos e Camilla. Tanto que o casal casou no ano de 2005 e  o romance, já permitido pela Rainha, continua de pedra e cal. Claro que os verdadeiros aficionados da Casa Real Britânica nunca aceitaram esta relação e, mesmo nos dias de hoje, vê-los juntos ainda custa a engolir.

Princesa Diana 
Era bonita e de boas famílias, inteligente e dócil, mas a sua vida nunca foi nenhuma maravilha. O casamento com o Príncipe Carlos catapultou-a para um mar imenso de infelicidade e há quem diga que o único ponto positivo deste enlace foi o nascimento dos dois filhos, William e Harry.

Quem conhecia, verdadeiramente, a princesa Diana, identificava-lhe uma tristeza no olhar tão severa, que há quem diga que nunca foi feliz…

A primeiríssima polémica começou logo no momento em que Carlos e Diana anunciavam o noivado, em frente às câmaras, perante as mais badaladas estações de televisão da época e os mais importantes órgãos de comunicação. O mundo está encantado com as primeiras impressões que tem de Diana. A beleza, serenidade e a simpatia deslumbraram um povo inteiro. A própria jornalista que captou as primeiras reações dirigiu-se ao recém casal e questionou-os no sentido de saber como é que estavam a sentir-se naquele instante.

«Apaixonados, suponho», declarou a comunicadora. Diana, sorridente, disse «claro», ao passo que o príncipe Carlos atirou: «Seja lá o que isso for». A resposta foi tão inconveniente que nem foi possível fingir que ninguém percebeu… Diana tinha 20 anos e  sentiu-se francamente desconfortável… Era o primeiro pronúncio de que o tão desejado final feliz iria ficar para segundas núpcias. Anos mais tarde, Diana recordou o momento e admitiu que o episódio foi traumatizante.

O ano de 1993 foi, particularmente, desastroso. Diana enfrentava o alvoroço sem fim que se tinha instalado após a polémica que veio com a divulgação da gravação e que se traduziu numa humilhação difícil de digerir. Afinal, o marido ainda não tinha esquecido a paixão antiga… Porém, a princesa seguiu em frente e, nesse mesmo ano, a imprensa fez eco dos gestos carinhosos trocados em público entre ela e o empresário James Gilbey. Pouco depois, viria o inevitável divórcio. Um processo penoso, que só conheceu o seu fim, oficialmente, em 1996. O casamento, diluia-se, assim, para sempre.

No entanto, para trás, fica um background imenso de problemas. A bulimia, a depressão, a auto-mutilação, a tentativa de suicídio, grávida de William, e as revelações das traições com entrevistas marcadas à revelia da Rainha são comportamentos que fazem parte do historial menos feliz de Diana. Foi o caso da entrevista à BBC, onde Diana assumiu que vivia um casamento a três… «O casamento está lotado, já há três pessoas», adiantou, referindo-se a Camilla Parkle Bowles como o terceiro elemento. « O instinto de uma mulher é muito bom», proferiu, ainda. A soberana nunca a perdoou pela ousadia.

Diana acabaria por morrer, cerca de um ano depois, em Paris, na sequência de um acidente provocado pela fuga aos paparazzi. Na fatídica noite de 31 de agosto de 1997, a eterna princesa do Povo estava com o novo namorado Dodi Al-fayed, que também teve morte imediata.

A Rainha Isabel II, à data da tragédia, encontrava-se de férias no Castelo de Balmoral e assim permaneceu… O povo questionava-se por que motivo a soberana continuava em silêncio e indignou-se com o facto de a bandeira não estar à meia-haste, em sinal de luto… Tal só aconteceu no dia do funeral, a 6 de setembro. A Rainha Isabel II foi obrigada a ler um comunicado em direto ao país e, no instante em que o caixão passou pelo Palácio de Buckingham, fez uma vénia, um gesto que não é obrigada a fazer a ninguém. Este foi considerado o momento em que, finalmente, a mãe do Príncipe Carlos se dispõe a redimir-se em relação à atitude implacável e pouco condescendente que sempre teve com a ex-nora.

Princesa Ana
Sempre foi vista como fria e austera, exatamente como a mãe, mas a história de vida da princesa Ana conta com momentos muito apaixonantes. A única filha de Isabel II teve as suas paixões, as mesmas que a levaram a cometer diversas loucuras. A maior delas, coloca em causa a paternidade de Zara Philips, que nasceu no período em que ainda se encontrava casada com Mark Philips.

Recorde-se que em 1973, Ana e Mark sobem ao altar, mas consta que o amor, entre os dois, durou muito pouco. A 15 de maio de 1981 nascia a primeira filha, Zara, mas, anos mais tarde, levantou-se uma dúvida que, ainda hoje, envergonha a rainha. É que existem suspeitas de que Zara é filha de Peter Cross –  um dos seguranças privados, à época, da princesa Ana – com quem, presumivelmente, se envolveu ainda durante o matrimónio.

Sarah  Ferguson
Depois de Diana, esta é a nora mais mediática da Rainha Isabel II e não pelos melhores motivo. Ainda nos tempos de casada, em 1992, Sarah Ferguson foi fotografada em ‘topless’, acompanhada de John Bryan, seu conselheiro financeiro particular. Para aprimorar ainda mais o escândalo, Bryan é captado pelas objetivas a mordiscar o dedo do pé da «amiga»… Mas as travessuras da duquesa não ficam por aqui.

Já depois de se divorciar do príncipe André,  Sarah foi apanhada a fazer negociações com um «jornalista», que fingiu ser empresário. A mãe de Beatrice e Eugenie prometia informações privilegiadas sobre a vida do ex-marido em troca de 50 mil euros. As «negociações» foram registadas numa gravação que circulou pelo mundo… Sarah viu-se obrigada a desculpar-se.

«Lamento profundamente a situação e o constrangimento causado. É verdade que a minha situação financeira está sob pressão, no entanto, isso não é desculpa para um lapso grave de julgamento e lamento muito que isso tenha acontecido. Posso confirmar que o duque de York não estava ciente ou envolvido em nenhuma das discussões que ocorreram», justificou-se. Ainda assim, a família real não foi capaz de a desculpar e Sarah Ferguson foi, amavelmente, desviada do casamento de William e Kate Middleton…

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Texto: Tânia Cabral| Fotos: Reuters

 

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