Passadeira Vermelha: «Adoro ver pessoas a brigar no Natal!»

Os comentadores do Passadeira Vermelha contam todos os pormenores da noite de Natal. Se Cláudio Ramos é mestre em travessuras, Liliana Campos não esconde a falta que sente da sua mãe nesta época.

24 Dez 2019 | 15:50
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São conhecidos pelas suas línguas afiadas e os seus comentários implacáveis. Os comentadores do programa Passadeira Vermelha garantem que nem a época mais doce do ano os vai amolecer e fazem questão de esclarecer: «Os telespectadores podem continuar a contar com a nossa opinião sincera!»

Fora da caixinha mágica, o assunto é outro. Nenhum deles resiste à quadra natalícia e mostram-se entusiasmados com as festividades que se avizinham. «Eu adoro o Natal e a minha família é toda muito ligada a esta altura do ano. Mas desde que a Leonor nasceu, os natais foram muito mais especiais daí para a frente», confessa Cláudio Ramos, que conta quais são as tradições para esta quadra festiva.

«O Natal é vivido no Alentejo, em casa da minha mãe, com os meus irmãos e respetivos namorados. Somos para aí uns 30 na noite de consoada. À meia-noite, há missa do galo e depois abrimos os presentes», explica o apresentador da SIC.

 

Veja o vídeo dos bastidores do Passadeira Vermelha!

 

 

Quem também tem casa cheia na noite de Natal é Luísa Castel-Branco. Batizada pelos netos de «avó maluca», a mãe de da atriz Inês Castel-Branco faz jus à alcunha que lhe foi atribuída.

«Agora a minha casa é pequena para tanta criança. Eu tenho seis netos. Há tanto barulho, é tão bom! É um divertimento, passamos a noite a rir às gargalhadas. Eu faço imensas palhaçadas!», revela, com um sorriso. «Não há nada melhor do que uma casa com crianças. É teres a garantia de veres a felicidade limpa», garante.

 

«O Natal atropela-me», confessa Ana Marques

 

No caso de Ana Marques, o Natal é «uma espécie de tournée pelas várias capelinhas», sendo que os dias principais são passados em sua casa. «Adoro a desarrumação do Natal, gosto do conforto que a casa vai tendo com os papéis espalhados pelo chão. O Natal a mim atropela-me porque é em minha casa, embora toda a gente ajude. Mas é sem dúvida o cansaço que mais gosto o ano inteiro», confidencia.

«Eu enfeito a casa toda! Somos uma família católica por isso o natal não é só a árvore, é também o nascimento do menino Jesus, por isso faço um grande presépio», afirma Liliana Campos.

«Há uma parte de criança que está muito presente em mim e que se nota ainda mais no Natal. Os miúdos fazem os seus teatrinhos, ensaiam músicas, cantamos os parabéns ao menino Jesus. E por volta da uma da manhã abrimos os presentes e depois é noite dentro», assegura a apresentadora.

Se há quem se entretenha a fazer jogos e brincadeiras, para Cláudio Ramos, a diversão é outra… «Eu sou o tipo de pessoa que no natal ninguém gosta de ter em casa. Adoro ver pessoas a brigar no Natal e normalmente sou eu que lanço a faísca para ver o circo a arder», confessa, com o tom cómico que lhe é característico.

«Depois vou-me embora de mansinho e eles ficam todos a gritar uns com os outros, adoro lançar o pânico. Gosto dessa animação italiana do Natal», assume o rosto da SIC. «Gosto por exemplo, quando se está a fritar azevias, ir lá sorrateiramente e escondê-las dentro do armário. Fica toda a gente em alvoroço. Sinto-me muito criança no Natal», confessa o comentador do Passadeira Vermelha.

 

Recordações e tradições

 

Numa época de sonhos e desejos para o futuro, há também espaço para muita nostalgia. Para Liliana Campos, o Natal ficou mais triste desde que perdeu a mãe, a 3 de janeiro de 2016. «Já foi mais mágico para mim e eu espero voltar a sentir esta magia toda. Infelizmente a minha partiu a seguir ao fim de ano», conta, com um brilho nos olhos.

«Aquela semana foi terrível e eu sei que ela gostaria que esse espírito permanecesse em nós mas a verdade é que ainda não está! As memórias ainda estão muito vivas e portanto eu não tenho dado importância aos últimos natais mas é algo que não quero perder», afiança a apresentadora, que admite que a dor já não é tão grande. «O facto de já falar disto desta forma mostra que estou melhor. As crianças alegram sempre esta época mas nós já fomos muitos à mesa. Até porque a minha mãe era um elemento agregador da família», diz.

Numa viagem ao passado, Ana Marques recorda os teatros que preparava para apresentar à família. «Era sempre o momento alto da noite. Eu era apresentadora, produtora, diretora de guarda roupa, tudo! Os meus primos eram atores. Mesmo não querendo, eu obrigava-os. E o meu irmão era a estrela da companhia. Ele fazia desde imitações a coisas de ventríloquo», explica.

 

A tradição do amigo secreto

 

Na hora de escolher as prendas, os quatro elementos do Passadeira Vermelha, admitem ser muito organizados e práticos. «Compro os presentes com muita antecedência. Penso muito nos detalhes e mais do que o presente, o que me dá realmente gozo são os embrulhos», confidencia Liliana.

«Nós fazemos o amigo secreto. O grande problema é que o presente tem de ser até três euros! Três!!! É sempre um limite completamente ridículo! O que é que se inventa só com três euros? A ideia é ser o mais divertido possível. Mas eu já sei o que vou oferecer!», afirma Luísa.

«Eu não faço muita questão de receber prendas. Gosto muito mais de dar e ver os outros a receber. A minha família é muito complexa a dar prendas. Raramente acertam. Se tiver umas fotografias das minhas sobrinhas, ou assim, eu fico muito contente», atira Cláudio.

 

Oito dias de festa e mesa farta

 

A comida é um dos elementos mais significativos do Natal e, independente do que se come, a mesa da consoada tem de estar preenchida. «Não sou muito fascinada pelos doces de natal, mas eles têm de estar todos na mesa!», sublinha Liliana Campos. «A minha família é do norte e embora haja sempre bacalhau na mesa, o polvo impera. O polvo é apanhado pelo Rodrigo, ele faz caça submarina, por isso também já é tradição ele apanhar o maior polvo que encontra», desvenda a apresentadora.«“Eu no ano passado fiz sonhos, toda a gente adorou mas eu não volto a repetir. Houve uma luta entre mim e os sonhos…não vale o esforço. Faço arroz doce…para acertar um, vão dois para o lixo mas isso são pormenores», conta Luísa Castel-Branco, divertida.

«No Alentejo há uma tradição. A mesa põe-se no dia 24 e só se retira depois do dia 6. As pessoas vão chegando e vão comendo. Eu como qualquer coisa no Natal. Desde que estejam as pessoas certas na mesa. Não ligo muito a doces de natal, mas o que não pode faltar é o cheiro a lareira em casa», destaca Cláudio Ramos, deixando bem claro: «A minha mãe e a minha irmã são as que mais cozinham. Eu não tenho muito jeito para isso. Eu vou lá para comer e para desorganizar!»

 

Texto: Maria Inês Gomes; Fotografias: Zito Colaço

 

(artigo originalmente publicado em dezembro de 2018)

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