Patrícia Matos obrigada a parar de correr devido a problema de saúde

Patrícia Matos foi a convidada de Fátima Lopes para estar no programa Conta-me Como És, este sábado, dia 23 de novembro.

23 Nov 2019 | 22:50
Patrícia Matos
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Desde cedo que a comunicação foi algo muito presente na sua vida. Tem uma carreira de sucesso na televisão, mas foi com 12 anos de idade que começou por fazer rádio levada pelo professor Emílio Serra. Uma das pessoas que, segundo Patrícia Matos, foi responsável pelo o que é hoje em dia.

«Tínhamos uma relação muito cúmplice. Ele era cego e provavelmente das pessoas mais inteligentes que conheci até hoje. Ele tinha uma sensibilidade em que ele me tocava e dizia ‘Tu hoje não estás bem’. Ele não precisava de ver para me sentir», contou.

Foi no campo, mais precisamente no Ribatejo, que cresceu livremente. Onde brincou na rua, onde foi a pé para a escola, e onde conheceu todos os cheiros que hoje em dia a transportam novamente à infância. Uma «dádiva».

 

«Todas as pessoas do mundo juntas, não fazem o meu avô Henrique»

Filha única, mas sem qualquer mágoa. Muito bem resolvida porque cresceu numa família onde o afeto era rei. «Numa altura em que as pessoas se preocupavam muito umas com as outras», disse. Patrícia Matos, de 35 anos, é uma das melhores amigas de Fátima Lopes e vice-versa. Este sábado, 23 de novembro, foi a convidada da apresentadora no programa Conta-me Como És, da TVI.

Fátima Lopes contou à amiga que ela tem muito do avô: «bondade e aceitação». «Todas as pessoas do mundo juntas, não fazem o meu avô Henrique», revelou com saudade. De acordo com a pivô da TVI, ele era um homem «generoso», e até à hora da morte «nunca se queixou de dor». Estava sempre tudo bem e a maior alegria do avô de Patrícia era quando a família chegava.

 

«O ortopedista avisou-me que nunca mais podia correr»

O atletismo foi um amor que teve de deixar para trás no secundário. Um problema de saúde obrigou-a a parar de correr. «Uma vez, estava em casa e a rótula esqueda saiu e eu, com a incosciência da idade, voltei a colocar a rótula. Percebemos que havia ali qualquer coisa que não estava bem», começou por contar.

Patrícia Matos fez exames e percebeu que tinha «um mau alinhamento na bacia que alterava o alinhamento do femur e das rótulas». «No segundo joelho só percebemos mais tarde. Primeiro achávamos que era só no esquerdo e fui operada primeiro ao esquerdo. Corrigímos e tive parafusos e, depois, tirei-os. Mais tarde, fui operada ao direito», continuou.

«O ortopedista avisou-me que nunca mais podia correr. Recentemente desafiei algumas leis da gravidade, mas não posso mais, Há outros desportos que se podem fazer, não é por aí», contou.

 

«Ele foi a única pessoa a quem telefonei quando fiz o Jornal Nacional de sexta-feira pela primeira vez»

É «apaixonada» pela televisão, mas a rádio é «um amor que não se resolveu ainda».  Patrícia Matos enviou o Curriculum Vitae para a a Media Capital, no final do curso, e quando lhe telefonaram a dizer que tinha ficado disseram-lhe que ia começar a estagiar na TVI. A Pivô não quis acreditar porque televisão era algo que não estava nos objetivos.

«Entrei na redação da TVI e pensei: ‘Eu vou-me embora’. Eu não estava habituada aquela azáfama», revelou.

Foi com apenas 24 anos de idade que Manuela Moura Guedes a escolhe para apresentar o Jornal Nacional de sexta-feira à noite. Patrícia Matos não podia dizer que não e revelou a Fátima Lopes algo que nunca contou antes. «Eu nunca contei isto publicamente, mas o Ricardo Batista é das pessoas mais importantes da minha vida. No dia em fiz a minha primeira vez no Jornal Nacional de sexta-feira à noite ele foi a única pessoa a quem telefonei. Ele foi o meu primeiro colega de faculdade e padrinho de curso», confessou.

 

«Estás toda tramada»

Conheceu a homeopata Tâmara Castelo no programa da TVI Diário da Manhã e tornaram-se grandes amigas. Tâmara acompanhou e ajudou a pivô da TVI numa fase muito complicada da sua vida, a nível de saúde, quando esta tinha uma bactéria e foi obrigada a afastar-se do trabalho. Patrícia Matos convidou-a para ir ao programa e disse-lhe que precisava mesmo de falar com ela porque tinha interesse no trabalho da Tâmara e também por causa das intolerâncias alimentares que ambas têm.

«Eu recebi o link dela, através de uma amiga, e percebi que não estava sozinha nas intolerâncias. E quando a recebi no Diário da Manhã disse-lhe que precisava de conversar com ela», começou por contar.

Patrícia Matos marcou uma consulta com a Tâmara no consultório da mesma. «Ela deita-me na marquesa, coloca-me as agulhas e volta passado 20 minutos. Quando ela me viu, eu tinha infalmações em todos os pontos do corpo. Ela disse-me: ‘Estás toda tramada’. Pela minha experiência eu acho que podes estar com início da Doença de Crohn. Vamos resolver porque o problema já não é só estômago. Tudo o que ela me diz eu cumpro à risca. Eu deixei de comer carne, beber café, peixe não como muito. Os tratamentos a nível da bactéria deixaram-me algumas mazelas e a nível físico não era confortável e, por isso, deixei de comer muitas coisas de um dia para o outro», terminou.

Texto: Carolina Sá Pereira; Fotos: Reprodução Instagram

 

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