Pedro Carvalho veste-se de SEM-ABRIGO e vai para as ruas. Saiba tudo!

O ator, viveu uma noite com os sem-abrigos e percebeu que, apesar de tudo, ainda há pessoas com coração que ajudam quem não pode.

21 Jan 2019 | 14:21
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Pedro Carvalho vestiu a pele de um sem-abrigo para levar a cabo uma reportagem que dá a conhecer o drama que é viver nas ruas e conhecer histórias de quem não tem mais sítio nenhum para onde ir. O ator viveu uma noite com os sem-abrigo e percebeu que, apesar de tudo, ainda há pessoas com coração que ajudam quem mais precisa.

A reportagem foi para o ar esta segunda-feira, dia 21, no programa Você na TV e contou com a presença do «ator principal» que, muito emocionado, contou um pouco da sua experiência nas ruas da cidade de Lisboa ao lado dos sem-abrigo. «As pessoas não olham nos olhos dos sem-abrigo. As pessoas são cegas perante a miséria, perante o nada», começou por revelar.

Entre as várias pessoas com quem se cruzou percebeu que a vida nem sempre é fácil. «Ninguém vai para a rua porque quer, acontece, mas depois as pessoas habituam-se. Chegaram-me mesmo a dizer ‘eu estou na rua porque aqui sinto-me livre’. Há pessoas que estão na rua por opção. Mas outras porque caíram na rotina, no vício». Ainda assim, garante que muitos deles querem ser retirados da rua.

Pedro conheceu a história dos sem-abrigos e contou alguns pormenores. «Esta foi uma das histórias que mais me tocou. Anda na rua há seis meses… desculpem isto mexeu mesmo comigo [pára, emocionado]. Ele estava em frente um infantário para lhe dar força. Tem um filho de 4 anos e outro de dois. E disse-me ‘isto dá-me força para seguir em frente e um dia poder voltar para ao pé deles. Liguei ao meu filho e ele já não reconhecia a minha voz’», confidenciou em conversa com Manuel Luís Goucha e Maria Cerqueira Gomes.

 

Almas que caíram do céu para ajudar

 

Pedro Carvalho viveu uma noite bem longa ao frio e… à fome. Mas ao longo das horas, conheceu pessoas, com bom coração, dispostas a ajudar. Uma dessas pessoas foi Marcelo, um homem da Uber que, se disponibilizou, de imediato, a entregar comida aos sem-abrigos. Neste caso em contrato, pizza, comida esta que seria entregue a alguém e cujo serviço não se chegou a cumprir. «Quando eu vejo estas pessoas, tento colocar-me no lugar delas. Já soube o que era frio e fome. É um hábito ajudar», revelou o homem,que já foi militar, a Manuel Luís Goucha.

Mas tal como Marcelo, há mais anjos que aparecem durante a noite. Um grupo de jovens entregou comida aos sem abrigo de forma voluntária. «Eu fiquei tão feliz. encheu-me o coração, é tão fácil sermos bons uns para os outros. Estas duas situações aconteceram na mesma noite», revelou Pedro.

A segunda parte da reportagem será divulgada amanhã, dia 22.

Texto: Márcia Alves

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