Pesadelo na Cozinha: Ljubomir considera O Telheiro com «confeção de qualidade duvidosa»»

Ljubomir Stanisic visitou o restaurante «O Telheiro», em Vieira de Leiria, tendo surgido algumas impressões menos positivas.

28 Out 2018 | 23:50
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No episódio desta semana, o chef Ljubomir Stanisic viajou até Vieira de Leiria para ajudar o negócio de família de Natália e Manuel Simões. Os proprietários do restaurante O Telheiro não se sentem capazes de continuar com o negócio que já têm em mãos há 25 anos. A idade já pesa, as questões de saúde de Natália não ajudam e a falta de organização entre a família estão a prejudicar o futuro do restaurante.

Quando a sala enchia, começava o caos na cozinha. No verão, o restaurante tinha alguma clientela e o mês de agosto era, sem dúvida, o mais lucrativo. No entanto, no inverno o negócio não corria tão bem e o restaurante chegava a estar fechado três vezes por semana.

N’O Telheiro, além dos proprietários, trabalham ainda Marlene, filha e ajudante de cozinha, Jorge, genro de Natália e Manuel – que ajuda sempre que é preciso -, Hortense, cunhada e copeira e ainda a empregada de mesa, Diana.

Família trabalhadora e cozinha «bem equipada»

Mal chegou ao restaurante, Ljubomir Stanisic reparou nos cerca de 98 pratos existentes no menú. Dos vários pratos pedidos, o chef criticou o Bacalhau grelhado que estava para lá de salgado e o facto de toda a comida congelada passar pelo microondas, para descongelar, antes de ser confeccionada.

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Ao pedir uma francesinha, o chef jugoslavo ficou surpreendido…pela negativa. «Francesinha com salsisha de lata?», questiona o chef. Também os molhos não foram aprovados, algo que terá que mudar.

Chegada a altura de conhecer os donos do restaurante e a cozinha, o chef ficou bem impressionado. A família mostra-se trabalhadora e a cozinha é «a mais bem equipada» em que já esteve. No entanto, o que será que estará a correr mal aqui?

«Uma cozinha bem equipada mas mal utilizada e uma confeção de qualidade duvidosa» parecem ser razões mais que suficientes para o chef.

Chef abandona restaurante

A desorganização impera entre a chegada dos pedidos e a confeção dos pratos. Ljubomir tenta explicar o que deve ser feito e o que está errado, mas nem tudo funciona como deseja. Marlene está constantemente a opinar sobre tudo e o chef não aguenta e abandona a cozinha e o restaurante.

Todos ficam preocupados com a atitude de Ljubomir e a possibilidade ou não do seu regresso. No entanto, o chef volta ao restaurante e pede a Marlene que esta pare de opinar.

É altura de revolucionar a cozinha e a mudança da confeção dos molhos é ponto assente. «Os vossos molhos são os piores que eu já comi na minha vida», criticou Ljubomir.

O chef conversa com a família e todos concordam que o menú deve ser reduzido a apenas alguns pratos. Ljubomir dá algumas dicas a Marlene e pede que Natália descanse e deixe que seja a filha a tomar as rédeas do negócio. Afinal, será ela quem ficará à frente do restaurante no futuro.

«Trabalho aqui desde os oito anos, não tive direito à juventude»

Desde o início do episódio que foi notória a preocupação de Marlene com o negócio da família e os pais. A jovem foi a primeira a referir que precisavam de regras e de ementas mudadas.

«Trabalho aqui desde os oito anos, não tive direito à juventude. Mas tudo o que eu tenho hoje devo-o aos meus pais», confessou a filha dos proprietários. Também Natália mostrava ter noção que o negócio apenas se mantinha possível até então porque tinha a filha por perto.

A proprietária do restaurante já tinha tido um princípio de um esgotamento no passado e precisava agora de descansar e confiar na experiência da filha Marlene.

Inexistência de queixas dos clientes surpreendeu

A desorganização na cozinha levava a que muitos pratos fossem apresentados na mesa muito tempo depois de pedidos. Os clientes queixavam-se da demora na confeção dos vários pratos da mesma mesa algo que, com a passagem do chef pelo restaurante, mudou.

Diana referia que ia ter saudades das queixas dos clientes. No entanto, a organização estava agora a dar frutos, juntamente com os menos pratos disponíveis na carta. O que tornava fácil a gestão da cozinha e a produção dos pratos.

Os convidados que visitaram este «novo restaurante» pareceram agradados com as remodelações do espaço e a nova carta. As paredes do espaço passaram a ser em tons de vermelho e as toalhas das mesas desapareceram.

No fim da visita do chef, a família Simões mostrou-se grata e feliz, com as mudanças e a experiência.

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