“Poça de sangue”: Ana Brito e Cunha recorda noite em que foi atingida por bala perdida

Ana Brito e Cunha lembrou o susto que apanhou quando levou um tiro de uma bala perdida. Em entrevista a Maria Cerqueira Gomes, na TVI, a atriz recordou ainda o aborto que sofreu em 2012.

24 Abr 2021 | 17:24
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Ana Brito e Cunha foi a convidada da emissão deste sábado do programa da TVI “Conta-me”. A atriz abriu o coração a Maria Cerqueira Gomes para falar sobre a sua história de amor com Afonso Coruche, sobre a perda da filha Maria Flor e sobre o tiro que levou no pé. Uma conversa que acabou por deixar a apresentadora lavada em lágrimas.

A intérprete que veste a pele de Florinda na nova novela da TVI, “Festa é Festa”, que se estreia esta segunda-feira, é mãe de Pedro, de quatro anos, fruto do casamento com Afonso Coruche, mas garante que este não é o seu único filho. Ana Brito e Cunha começou por recordar o aborto que sofreu em 2012, quando ainda namorava com Miguel Carvalho.

“O Pedro não é o meu único filho. Tenho a Maria Flor. Tenho um anjo protetor fortíssimo e espetacular. Eu e o Miguel tínhamos formas de pensar diferentes. Ficámos grávidos. Acabou por se descobrir que havia alguma coisa no bebé que não estava bem. Não conseguia tomar a decisão da interrupção. Foi muito complicado para o Miguel. Acabámos por nos separar porque, para ele, era complicado como eu tinha esta fé toda e não que fosse tirar o bebé porque também corria risco de vida“, começou por dizer.

“Quando fechámos o ciclo da nossa relação, foi lá a casa buscar as coisas, bebemos um vinho, tivemos a conversa mais linda do mundo, eu perdoei-o, ele perdoou-me. Fiz 38 ou 39 anos e fiz uma festinha. Ele entrou em minha casa com uma fadinha e disse-me: ‘É a tua fada, tenho uma igual’. Fechámos o ciclo, somos amigos. O meu filho sabe que existe uma fadinha na minha vida, que é a Maria Flor”, acrescentou.

 

Ana Brito e Cunha recorda bala perdida em pé: “Tinha uma poça de sangue”

 

Depois de perder a filha e de terminar o relacionamento com Miguel Carvalho, Ana Brito e Cunha acabou por se isolar, principalmente depois de passar por um incidente, no Porto, que a atirou para um hospital e a fez afastar-se dos palcos por três meses. “Estava muito fechada para a vida. Vinha da perda de Maria Flor, de me ter separado e de ter levado um tiro de uma bala perdida. Passei mal, assustei-me, é aflitivo. Não passa pela cabeça ir a restaurante e acabar com um balázio nos pés”, disse, deixando Maria Cerqueira Gomes boquiaberta.

“Como é que isso aconteceu?”, questionou a apresentadora. “Houve uma discussão na varanda, houve uma bala perdida e veio parar ao meu pé (…). Acabou bem. É uma dor quente, não dá para perceber bem a dor. Olhei para o pé e tinha uma poça de sangue. No sítio onde foi, tive um privilégio muito grande. Podia ter ficado sem pé ou coxa para o resto da vida“, explicou ainda.

 

O inusitado início da relação de Ana Brito e Cunha com Afonso Coruche

 

Foi aos 40 anos que Ana Brito e Cunha começou a namorar com Afonso Coruche, o atual marido e pai do seu filho. Na mesma conversa com Maria Cerqueira Gomes, a atriz explicou como tudo começou.

“No dia 9 de abril, há seis anos, havia duas exposições, uma delas do Mário Belém, e a Matilde Breyner insistiu comigo para ir, mas disse que ia ficar em casa. Desliguei o telefone e pensei: ‘Tens 40 anos, estás fechada em casa, não te mostras ao mundo. Estás com uma depressão, estás com o quê? Sai de casa, faz-te à vida’. Peguei no telefone e disse à Cindy para me apanhar que ia com ela à exposição”, revelou.

Foi durante essa mesma exposição que Ana Brito e Cunha encontrou Pimpinha Jardim, Mariana Perestrelo e aquele que é hoje seu marido. Contrariada, acabou por ir jantar com os amigos e, depois de uns copos de vinho, acabou por trocar umas “beijocas” com aquele que diz ser “o homem da sua vida”.

O Afonso perguntou-me: ‘Não tens namorado há dois anos?’. E eu disse que não. E ele: ‘Eu também não! Dá cá uma beijoca!’. Quando dei aquela beijoca, senti borboletas. Ainda disse para darmos outra beijoca porque foi tão bom. Ficámos assim, começámos a namorar. Eu tinha 40 anos, solteira, ou agarrava aquela oportunidade ou perdia. Eu agarrei-a, ele não estava apaixonado por mim, nem eu por ele. Fomo-nos conhecendo um ao outro”, continuou.

 

Maria Cerqueira Gomes termina entrevista na TVI em lágrimas

 

Um ano depois, Ana Brito e Cunha e Afonso Coruche foram pais, mas a atriz confessou que não foi fácil engravidar de Afonso. Quando recebeu a notícia de que estava grávida, a mãe de Ana Brito e Cunha estava doente, pelo que a novidade acabou por ser uma “lufada de ar fresco” para a avó de Pedro.

“A minha mãe soube que estava doente numa sexta-feira e eu fui fazer o teste porque tinha de lhe dar uma boa notícia naquele fim de semana. Ela ficou muito feliz, mas na véspera tinham acabado de lhe pôr uma espada na cabeça. Conheceu o meu filho, assistiu ao parto com o Afonso, foi lindo”, explicou.

“O meu filho tem muito a energia da minha mãe. Eles passavam as manhãs a olhar um para o outro, deitados na cama. Sinto que era um ser a ir a dar vida a um que estava a chegar. O Pedro fala muito da avó Ana. Noutro dia, disse-me que sonhou com a avó Ana”, terminou.

No final da entrevista, Maria Cerqueira Gomes pediu para abraçar Ana Brito e Cunha e acabou por ficar lavada em lágrimas. Veja tudo na nossa galeria.

 

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: reprodução TVI e redes sociais

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