Quem é Felipa Garnel, a mulher do ‘tudo ou nada’ para o futuro da TVI?

Felipa Garnel é a nova diretora de programas da TVI, sucedendo assim a Bruno Santos. Com a estação mergulhada numa crise de audiências, poderá esta ser a salvadora de Queluz de Baixo?

19 Jul 2019 | 19:30
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A novidade chegou esta quinta-feira, 18 de julho: Bruno Santos abandonou a Direção de Programas da TVI e Felipa Garnel assumiu este cargo, anunciou a estação em comunicado. «Acredito no valor de cada pessoa que trabalha na TVI e estou certa de que, unidos, conseguiremos inovar e surpreender», disse Garnel, naquela que foi a sua primeira declaração enquanto responsável pela programação da estação.

Felipa Garnel está assim de regresso à Media Capital, depois de ter passado pela estação enquanto apresentadora – esteve à frente do programa Face to F@ce, na TVI Ficção, e foi jurada, na TVI, de Canta por Mim – e também enquanto diretora da revista Lux, que pertenceu ao mesmo grupo.

 

A esperança da TVI

 

É em Felipa Garnel que está agora depositada a esperança para fazer frente à maré de baixas audiências e apostas falhadas que a TVI atravessa desde que Daniel Oliveira assumiu a Direção de Programas da SIC, há cerca de um ano. Desde então, a estação de Queluz de Baixo tem perdido a liderança em praticamente todos os horários: de manhã, onde Cristina Ferreira é rainha e senhora, no acesso ao prime time (atualmente liderado por Quem Quer Namorar com o Agricultor?), no horário nobre (Golpe de Sorte vence às novelas da SIC) e até naquele que era o dia sacrossanto da TVI, o domingo.

As noites dominicais, antes hegemonia do quarto canal, foram abaladas por formatos como Casados à Primeira Vista, ainda em 2018 e, depois, Quem Quer Namorar com o Agricultor?.

É precisamente essa tendência que Garnel, a primeira mulher com estas funções na TVI, quer inverter, como declarou na mesma nota enviada às redações: «Gosto de desafios e aceitei desde a primeira hora a proposta de fazer parte de uma equipa coesa, empenhada em reconquistar a preferência dos portugueses.»

 

Da televisão para o papel

 

Felipa, de 54 anos, entrou na televisão em 1988 pela mão de Nicolau Breyner, com a série Os Homens da Segurança, da RTP1, protagonizada por Nico e por Tozé Martinho. Vestia a pele de Pipinha e a sua participação nesta trama policial proporcionou-lhe «perceber o que não queria fazer: ser atriz», disse em tempos.

A atração pelas câmaras nunca mais a largou. Ao longo do seu percurso passou ainda pela RTP, onde conduziu o concurso Melhor É Impossível, e pela SIC, tendo sido rosto de formatos como os magazines Mundo VIP e Clube VIP (neste caso com Margarida Pinto Correia) ou o reality show Confiança Cega. Fez também parte da equipa fundadora da revista Caras, da qual foi editora e diretora, e dirigiu a publicação mensal Caras Viagens.

No início deste ano, editou o primeiro livro, escrito em tom de reportagem. Confidências – As Minhas Histórias como Motorista da UBER (pela Lua de Papel) dá conta das histórias que viveu enquanto motorista da Uber, durante um mês, na zona de Cascais, onde vive com o marido, o médico neuropediatra Nuno Lobo Antunes, com quem tem duas filhas: Ana, de 13 anos, e Rosa, de 15. É ainda mãe de Tomás, de 35 anos, fruto de uma relação anterior, e avó de Joaquim, de quatro anos.

 

Texto: Ana Filipe Silveira | Fotografias: Impala

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