“Querido, mudei a casa!” ganha data de estreia. É já esta semana

João Montez estreia-se à frente de “Querido, mudei a casa!” ainda esta semana. É o início de uma nova era para o programa que, nos últimos dez anos, foi apresentado por Gustavo Santos.

19 Out 2020 | 8:10
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“Querido, mudei a casa!” regressa à grelha da TVI com emissões inéditas esta semana. A nova temporada do programa estreia-se no próximo sábado, dia 24 de outubro, e marca o arranque de João Montez na condução do formato, que na última década foi apresentado por Gustavo Santos.

A data de estreia da 30.ª temporada de “Querido, mudei a casa!” foi oficializada na página oficial do programa no Facebook. “Dia 24 de outubro, estreamos a nova temporada do ‘Querido, mudei a casa!’, na TVI”, pode ler-se numa mensagem partilhada na tarde deste domingo.

Nas suas primeiras declarações sobre a saída do formato, dadas em exclusivo à TV 7 Dias, em meados de setembro, Gustavo Santos dizia que a notícia lhe tinha sido comunicada “aproximadamente quatro semanas” antes.

“A TVI nunca me contactou. Fui informado pela produtora. Curiosamente, quando recebi o telefonema, pensei que seria para me darem a planificação da próxima temporada”, confessou o apresentador, que já não gravava desde o final do ano passado.

“Normalmente, acaba-se em dezembro e recomeça-se em abril, maio. Este ano, como estamos a passar por uma pandemia, foi-se atrasando. Durante este tempo, mantive conversas com a diretora de Produção da Briskman Entertainment, a Ana Antunes, e falámos sempre com a certeza de que seria eu a fazer o programa, porque era normal que assim fosse.” Mas quis a TVI que não.

“Foi um telefonema um bocadinho atrapalhado da parte da produção, porque, porventura, eles também não estariam à espera… Não faço ideia”, equacionou Gustavo Santos, de 43 anos, que expressou a sua “surpresa” com a mudança, ainda que tenha garantido “não guardar qualquer mágoa” da decisão da Direção de Programas da TVI, na altura liderada por Nuno Santos e agora comandada por Cristina Ferreira, com quem tem “uma relação muito escassa”.

“Não vale a pena levar nada a mal, não vale a pena sentir-me pessoalmente atingido por nada. Não guardo rancores. Mesmo! Nem queria que ninguém, ou da TVI ou da Briskman, tivesse tido um comportamento diferente. Zero.”

 

Adeus encarado como despedida da televisão

 

Ao mesmo tempo em que recebia “mensagens de malta surpreendida” com a sua saída forçada, o também escritor sublinhava à TV 7 Dias a ideia de que o formato em questão “está muito à frente de qualquer apresentador que o possa defender”, pelo conceito nele incutido.

E justificou: “É um programa que faz muito bem às pessoas e isso posso dizê-lo, porque estive lá muitos anos. Via todas as semanas a forma como as pessoas eram tocadas e como a vida delas era, de facto, melhorada. Portanto, seja qual for o apresentador, o importante é que o programa continue.”

Concretizada a despedida, Gustavo Santos acredita que chegou ao fim um ciclo da sua vida. “Disse sempre: no dia em que deixar de fazer o Querido, à partida, deixo de fazer televisão. E, se calhar, é mesmo a minha despedida da televisão. Não sei se vai aparecer alguma coisa ou não, mas, honestamente, não penso em nada disso nem vou atrás de produtora alguma para pedir seja o que for. Acho que é um caminho que pode ter ficado por aqui”, admitiu, para logo a seguir ressalvar: “Mas não fecho portas.”

 

Texto: Dúlio Silva; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

 

 

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