Quintino Aires revela processo judicial contra a TVI e sai em defesa de Judite Sousa

Quintino Aires falou sobre a polémica saída da jornalista da CNN Portugal e fez várias revelações: “Eu vivi exatamente a mesma história que a Judite viveu”.

10 Ago 2022 | 17:50
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Quintino Aires esteve num noticiário da CMTV a comentar a saída de Judite Sousa da Media Capital, empresa que detém a TVI e a CNN Portugal, e revelou que teve de colocar um processo judicial à estação de Queluz de Baixo para receber ordenados que estavam atrasados.

O psicólogo esteve no “Jornal da meia Noite” da passada quarta-feira, 3 de agosto, e foi duro nas palavras que dirigiu à TVI. Questionado sobre as acusações que Judite Sousa fez e que a levou a abandonar o canal, Quintino Aires afirmou: “Consigo entender perfeitamente. Eu vivi exatamente a mesma história que a Judite viveu, portanto, para mim não há dúvidas nenhumas que a Judite está a falar a verdade. O que ela diz, eu vivi também. Claro que eu não tenho a dimensão de uma Judite Sousa, que é uma jornalista de mão cheia, com a força que ela tem em Portugal. Eu sou apenas o Quintino Aires, mas a história que eles vão referindo, são histórias que eu vivi”.

“Os recibos que não são pagos e depois dizem que não entregámos; os recibos que fazemos comprovativo que entregamos e depois ‘ah, este número era para por aqui e não era ali’… Para receber os últimos meses na TVI, já eu tinha saído daquela forma vergonhosa que me fizeram [psicólogo foi afastado dos comentários do ‘Big Brother? após ter chamado ‘bicha’ a um dos concorrentes], e foi necessário o meu advogado meter um processo judicial. E, mesmo assim, ainda mentiram e disseram que tinha sido pago e depois foi necessário um extrato bancário para provar que não e só no ano seguinte, no acordo, é que acabaram de pagar”, afirmou ainda Quintino Aires.

Quintino Aires fala em “dois anos de tortura”

Quintino Aires revelou ainda vários problemas nos corredores da TVI e que levaram à sua saída do canal, quando Cristina Ferreira ainda estava na SIC.

“Chegar à empresa, proporem-nos fazer uma coisa e depois fazer outra completamente diferente, combinarem uma atividade e, à meia noite do dia anterior, ligarem a dizer ‘afinal, não é para vir”‘, chegarmos lá para fazer uma coisa e depois em cima do acontecimento é para fazer outra completamente diferente (…) Mas sempre com um sorriso… Não, interpretou mal, gostamos muito de si’. É assim que funciona e, a certa altura, é preciso ter uma certa resistência psicológica para não acharmos que não estamos bons da cabeça“, contou.

“Demorei dois anos. Não aguentei mais e fui embora. Quando fui empurrado, em setembro, já foi no regresso, acreditando que a volta da Cristina podia modificar o que lá se vivia. Eu tinha saido antes quando não aguentei mais”, explicou, sublinhando: “Fui-me embora. (…) Não aguentei os dois anos de tortura”. A seguir, o psicólogo deixou um alerta à TVI e um ‘recado’ aos patrocinadores do canal: “Estamos a falar de uma estação que está constantemente associada a campanhas de solidariedade, de bem-fazer… Fico muito curioso em saber, com estas histórias que se vão sabendo, como é que os patrocinadores destas campanhas vão reagir daqui para a frente”.

“Fico triste que uma estação tão importante, que deu tanto ao país, que eu amei muito nos 20 anos que lá estive, se comporte de uma forma tão falsa com os colaboradores, que sistematicamente se mostra boazinha para os colaboradores, que seja capaz de quase enlouquecer os colaboradores e faça este jogo, levando sempre a que sejam os próprios colaboradores a não aguentar mais e ter de vir embora“, terminou.

 

Veja o vídeo aqui:

 

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Impala e Reprodução redes sociais

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