Raríssimas ainda com a presença da ex-presidente

A ex-presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, encontra-se na Casa dos Marcos em funções.

20 Dez 2017 | 12:10
-A +A

Paula Brito e Costa apareceu para trabalhar na Casa dos Marcos, juntamente com o marido e filho, acompanhada por dois seguranças, durante a manhã desta quarta-feira, dia 20 de dezembro.

De acordo com a TVI e a RTP, cerca de 50 funcionários protestam contra a presença de Paula Brito e Costa. Os trabalhadores encontram-se no exterior da instituição e recusam-se a trabalhar enquanto a ex-presidente da Raríssimas continuar a exercer funções, na liderança da Casa dos Marcos.

Em declarações à RTP3, em direto, vários funcionários explicaram as razões do protesto. E as opiniões sobre Paula Brito e Costa dividem-se. «Esta situação é inadmissível porque, com toda esta calamidade, esperaríamos que a ex-presidente não comparecesse nas instalaçoes», afirma um funcionário do gabinete de comunicação.

Questionado  sobre se ponderavam a hipótese de ir falar com a presidente demissionária da Raríssimas, o mesmo funcionário rejeitou a ideia. «Não vamos tomar essa atitude, pelo menos para já. Tem de ser uma decisão tomada pela presidente da Raríssimas. A senhora sabe que, enquanto aqui estiver, não vamos trabalhar. Assegurando, claro, os serviços mínimos».

Uma outra funcionária, do departamento de limpeza, afirmou que nada a move contra Paula Brito e Costa. «Até prova em contrário somos todos inocentes. Essa situação depende do resultado das investigações. Estão muitos postos de trabalho em causa. Nós damos o nosso melhor, todos os dias»

Leia mais: Trabalhadores da Raríssimas pedem afastamento de Paula Brito e Costa

Paula Brito e Costa continua à frente da Casa dos Marcos e faz exigências

Paula Brito e Costa demitiu-se da presidência da Raríssimas mas continua à frente da Casa dos Marcos como diretora-geral. Embora nos últimos dias tenha trabalhado a partir de casa para se afastar dos ‘olhos’ das câmaras, a ex-presidente da associação afirma que só sai da Casa dos Marcos se for demitida.

«É muito fácil fazer a gestão da Casa dos Marcos. Se não me quiserem, então vamos ter de chegar a acordo», afirma Paula Brito e Costa em entrevista ao jornal ‘Expresso’.

Paula Brito e Costa vai ainda mais longe e afirma que o seu afastamento, uma vez que mantém um vinculo contratual ligado à instituição, só poderá ser feito se esta for demitida, obrigando ao pagamento de uma indemnização e o subsídio de desemprego.

Leia mais: «Visitámos as instalações da Raríssimas»

Leia mais aqui

PUB
Top