Rodrigo Guedes de Carvalho sobre o Estado de Emergência: «O país não vai parar»

Rodrigo Guedes de Carvalho usou as redes sociais para passar algumas mensagens de consciencialização aos portugueses e falou sobre o Estado de Emergência, que pode ser decretado esta quarta-feira.

18 Mar 2020 | 15:30
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Rodrigo Guedes de Carvalho tem tido um papel importante não só no que toca à Informação como também na consciencialização quanto à pandemia que Portugal e o Mundo vivem atualmente. Através das redes sociais, o pivô da SIC tem partilhado algumas mensagens e apelos aos portugueses e desta vez não foi diferente, fazendo referência à decisão que será tomada pelo Governo quanto ao Estado de Emergência Nacional.

«Se hoje [18 de março] o Presidente da República decretar a Emergência Nacional, que são de facto duas palavras pesadas, não há qualquer razão para grandes mudanças, muito menos para pânico», começou por afirmar.

«Não muda muita coisa. O que muda é que as pessoas que, neste momento, ainda não estão a compreender os alertas e estão a ter certos tipos de comportamento, essas sim vão sentir mais restrições. De resto, isto é o mais importante: O país não vai parar. Aliás, o Estado de Emergância Nacional é para o Estado garantir que certos setores não vão colapsar, para que os portugueses possam fazer a sua vida dentro da normalidade possível nestas circunstâncias», explica.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve reunido desde as 10 horas desta quarta-feira, 18 de março, com o Conselho de Estado para decidirem se será decretado o Estado de Emergência Nacional. A decisão tomada irá ao Parlamento, onde as opiniões se dividem, uma vez que os partidos de direita estão a favor da declaração de Estado de Emergência, ao contrário do que acontece com alguns partidos de esquerda.

Leia mais sobre o Estado de Emergência Nacional aqui.

 

Pivô da SIC duramente criticado

António Costa esteve esta segunda-feira, 16 de março, no Jornal da Noite da SIC e falou sobre as medidas de prevenção que estão a ser adotadas pelo Governo e aproveitou para deixar uma palavra a Rodrigues Guedes de Carvalho. No final da entrevista, o primeiro-ministro parabenizou o pivô pelo papel que tem desempenhado na consciencialização dos portugueses quanto à gravidade do novo vírus – que já matou mais de 7 mil pessoas por todo o Mundo – e as medidas que devem ser adotadas por nós para o travar.

«Agora que terminou a entrevista quero-lhe dizer o que já ando há mais de uma semana para lhe dizer: Muitos parabéns pelo extraordinário trabalho que tem feito. Os telejornais da SIC têm sido um exemplo de civismo e de intormação e a forma, em particular, como o Rodrigo Guedes de Carvalho se tem dirigido aos portugueses no início, no meio e no fim dos telejornais tem sido particulamente inspirador e um grande momento de ânimo para muitos dos nosso compatriotas». «Agradeço-lhe em nome de todos nós porque televisão faz-se em equipa», respondeu o pivot da SIC.

Contudo, a postura adotada pelo jornalista parece não agradar a todos e este tem sido alvo de numerosas críticas, como revelou na sua página de Facebook.

«ISTO NÃO É SOBRE MIM. Com o futebol parado e os partidos calados, meia Internet escolheu-me para andar à pancada. Os que estão muito irritados comigo acusam-me, no essencial, de querer protagonismo.Repito: eu, que estou à frente de uma câmara a ritmo diário há mais de 30 anos, quero… protagonismo. Não sei que responda a isto», lamentou.

«Depois, sou acusado de ‘dar conselhos’, e não tenho nada que os dar, tenho é de ‘ler as notícias’. Não vou responder letra por letra, porque demoraria e, sobretudo, não é tempo disso. Reforço apenas que o jornalismo que estudei e que trago na consciência não se adequa, de facto, a modelos de robô ou papagaio. Defendo que o jornalismo pode e deve, quando se aproxima da nossa aldeia um cão perigoso, colocar um aviso. Servir a comunidade. Se calhar estou fora de moda. Por esta altura, quero só pensar em ir trabalhar todos os dias, com saudades dos meus filhos com quem combinei não me visitarem. Farei o meu papel. Não percam tempo comigo, isto não é sobre mim. É sobre a transformação da nossa vida. Quem não percebe isto, não percebe nada», concluiu.

Texto: Marisa Simões; Fotos: DR

 

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