RTP quer «DOSE DE LOUCURA» em novo programa. «Às vezes, as peças eram ENFADONHAS»

Em declarações à TV7 Dias, um dos rostos do novo magazine da RTP1 garante que o canal lhe dá total «liberdade para fazer o que lhe apetece» num formato feito com «figuras da moda do Instagram».

13 Fev 2019 | 8:20
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Novo ano, novo magazine na RTP1. O Sociedade Recreativa, de Sílvia Alberto, deu lugar, no passado dia 3 de fevereiro, ao «irreverente» Faz Faísca, um formato cuja principal diferença relativamente ao seu antecessor é a ausência de uma apresentadora, «o que torna logo o programa mais rápido e dinâmico».

«No anterior programa, as nossas peças eram… vá, às vezes, enfadonhas, porque tinham um bocadinho de tempo a mais. Vamos tentar, desta vez, ter menos tempo, mais ritmo. Nós podemos fazer tudo.»

Quem o diz é a repórter Rita La Rochezoire, que transita do anterior formato, também ele produzido pela Até ao Fim do Mundo. Ao seu lado, nesta nova aposta da RTP1, tem Catarina Palma, Mafalda Castro, Rodrigo Gomes, Idevor Mendonça e Teresa Peres.

 

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Alguns são rostos conhecidos dos magazines da RTP, outros são «figuras da moda do Instagram», refere Rita, acrescentando que esta escolha da direção de programas, capitaneada por José Fragoso, prova que «há um foco nas redes sociais».

«Há um incentivo grande para que partilhemos os nossos conteúdos no Instagram e é aí que eu tenho tido um feedback do público. Até agora, tem sido muito positivo», admite a repórter, em declarações exclusivas à TV7 Dias.

«Temos liberdade para fazer tudo aquilo que nos apetece. A própria RTP incentiva-nos a ter esta dose de loucura. A palavra de ordem é surpreender», continua, visivelmente feliz com o desafio que abraçou e que pode ser visto, aos domingos, depois do Jornal da Tarde, no primeiro canal estatal.

«Poderia ter tirado um curso nas Novas Oportunidades e estar aqui na mesma»

Rita La Rochezoire tem 30 anos. Colabora há seis com a RTP, onde já integrou as equipas dos extintos Só Visto! e Sociedade Recreativa. Formada em Sociologia, Rita afirma à nossa revista: «Sinceramente, poderia ter tirado um curso nas Novas Oportunidades e estar aqui na mesma. A verdade é esta [risos].»

Sociologia ficou e «fica de parte». Assim é desde que, terminado o curso, Rita foi «fazer escrita criativa para as Produções Fictícias». «Daí comecei a escrever para o 5 para a meia-noite e a fazer as minhas primeiras peças como Repórter Louca. É um bocado esse espírito que vou ressuscitar no Faz Faísca. Não me levo a sério. Acho que este é o segredo», constata à TV7 Dias.

Sempre no papel de repórter, Rita não mostra ambição de ser apresentadora. «Desde que os projetos me completem e me deixem feliz, como está a acontecer neste momento, estou bem… Aliás, acho que a apresentação é uma responsabilidade muito grande e eu não sei se tinha sequer capacidade para lidar com esse peso todo.»

Porquê? «Porque acho que é altamente stressante. A não ser que fosse um programa com o qual me identificasse e que conseguisse fazer facilmente», explica-nos Rita, adiantando que não se «importava de eventualmente concretizar algum projeto» cujas temáticas estivessem relacionadas com «humor ou animais».

Texto: Dúlio Silva | Fotografias: Paula Alveno e reprodução redes sociais

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