Salvador Sobral sobre Conan Osíris: «Ele tem tudo para ganhar a Eurovisão»

Venceu o Festival da Eurovisão em 2017 e teceu comentários depreciativos sobre o formato. Agora, Salvador Sobral comenta a participação de Conan Osíris e reformula a opinião sobre o Festival.

14 Mar 2019 | 15:40
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Foi o primeiro português a dar a vitória do Festival da Eurovisão a Portugal. Salvador Sobral, vencedor do concurso em 2017, comenta a participação de Conan Osíris, o representante português na Eurovisão 2019. Em entrevista a Vítor Gonçalves, no programa Grande Entrevista, da RTP3, Salvador Sobral assume:

«Acho que ele tem tudo para ganhar aquilo.Tem a música e a maneira como se veste. O que eles querem na Eurovisão é o ‘uau’, a diferença. Também ganhei porque era diferente. Não é a música que interessa, é a diferença. É entretenimento, é um programa de televisão e é isso que é importante. No meu caso, a diferença era que o importante era a música».

Apesar de achar que o concorrente tem grandes hipóteses de vencer, Salvador Sobral não considera o estilo de música apelativo. «Não compraria um disco dele. Se calhar ele também não ia comprar o meu. Não é algo que ouviria. Nunca o conheci mas tenho amigos que gostam muito dele. A música, não é o meu estilo», afirma.

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«Já estou em paz com a Eurovisão»

Depois de vencer o Festival da Eurovisão, Salvador Sobral teceu comentários depreciativos sobre o formato e os concorrentes. «Desafinaram» e «é música fast food», foram duas das críticas que mais polémica geraram.

Dois anos depois, o música revela estar em paz. «Acho que, hoje em dia, já estou em paz com a Eurovisão. Houve uma altura que as únicas coisas que me trazia, eram negativas. Agora, estou a tocar por todo o lado e é só positiva a minha participação na eurovisão», esclarece.

 

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«Nunca se pode dissociar a música da política»

Questionado por Vítor Gonçalves sobre o que pensa dos movimentos que ditam que os concorrentes à Eurovisão não deviam viajar até Israel para o festival, devido aos conflitos na Palestina, Salvador Sobral responde:

«Acho que ele [Conan Osíris] vai na mesma. Eles [organizadores dos movimentos] gostam de falar da política para ver se se desfocam as pessoas. Os músicos nem vão perceber o que se passa. Eles não vão estar em Israel, vão estar no mundo da Eurovisão», afirma. E acrescenta: «Estar ali ou na Suécia é indiferente».

No entanto, o músico deixa uma mensagem: «Nunca se pode dissociar a música da política».

Texto: Sílvia Abreu| Fotos: Redes Sociais

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