“Sei disso, pai”: Jorge Gabriel emociona-se ao recordar o seu eterno “senhor Albano”

A emoção falou mais alto quando Jorge Gabriel, num longo agradecimento feito nas redes sociais, dirigiu umas palavras ao pai. Albano morreu, vítima de COVID-19, há exatamente uma semana.

26 Jan 2021 | 22:30
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Exatamente uma semana depois da morte do pai, Jorge Gabriel veio a público fazer uma “homenagem” não só ao progenitor como “a todos” os que o têm enchido de amor desde o desaparecimento, vítima de COVID-19, aos 96 anos, de Albano. Ou “senhor Albano”, como o apresentador “ternamente o tratava”.

As primeiras palavras de agradecimento de Jorge Gabriel são precisamente dirigidas a quem lhe foi enviando “todas as mensagens” de “carinho e apoio” que se tornaram “marcantes para que resistisse a tamanha perda”.

“Nem mesmo o facto de já ter 96 anos minorou o tamanho da minha lamúria”, constata o anfitrião do programa “Praça da Alegria”, que conduz ao lado de Sónia Araújo e no qual esteve presente no dia a seguir à morte do pai. “Foi talvez com alguma surpresa e estupefacção que as pessoas me viram a trabalhar. Mas, tal como expliquei no momento, era a melhor forma de o honrar”, explica agora.

E contextualiza: “Sempre fui por ele instruído, sempre fui por ele aconselhado a faltar o mínimo possível ao trabalho. Se as pessoas confiavam no meu trabalho e na minha postura para com uma função que me era atribuída, eu teria sempre de fazer um esforço para evitar falhar com aquilo que me tinham proposto. E assim fiz. Assim o honrei.”

 

Pai “foi tratado como outro doente qualquer” e “não como sénior de 96 anos”

 

Num vídeo publicado, esta terça-feira, nas redes sociais, a estrela do entretenimento da RTP particulariza ainda alguns agradecimentos, nomeadamente “a toda a equipa” do lar em que o pai viveu nos últimos anos pelo “carinho, amor, atenção e fraternidade” que deram ao progenitor e dão a todos os utentes. “A minha família estará eternamente grata por tudo o que fizeram”, afirma.

Jorge Gabriel expressa, depois, o seu “louvor” ao Hospital Amadora Sintra, onde o seu pai “foi tratado como um outro doente qualquer” e “não como um sénior de 96 anos”. “Foi tratado com todo o cuidado e com o máximo empenhamento para que ele conseguisse resistir”, nota, enaltecendo o papel do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no combate à pandemia.

Seguem-se palavras dedicadas à família, “pelo suporte”, e “aos amigos mais próximos, aqueles que marcaram presença neste momento de dor”. “Agora, a vida continua. Temos de continuar a zelar por todos, mesmo perdendo alguns”, acrescenta, refletindo: “Este confinamento, esta maldita doença, mais não seja, tem-nos mostrado que, se nós não formos todos uns pelos outros, não vamos sobreviver. Não numa visão apocalíptica, mas numa visão mais prolongada no tempo.”

 

Jorge Gabriel emociona-se ao falar para o pai: “Sei disso, pai”

 

“Ao senhor Albano, fica o agradecimento final”, diz Jorge Gabriel, que recorda os “muitos momentos” ao longo da vida em que pai e filho tiveram “ideias absolutamente contrárias”. Aconteceu, detalha, com a escolha feita pelo apresentador para a sua vida profissional. “Ele desejava tanto que eu tirasse um curso superior mais tradicional, como Direito, Medicina, Arquitetura ou Engenharia… Um dia cheguei a casa e disse que queria trabalhar em Comunicação. Isto foi com 16, 17 anos. Disse que ia procurar um outro caminho que não aquele que ele um dia tinha sonhado para mim”, conta.

O rosto das manhãs da RTP1 assume que “não foram anos fáceis” até o seu pai “aceitar” o rumo que tinha definido para ele. “No entanto, sei que ele era há muito o meu fã número 1. Sei que há muito se orgulhava e se emocionava de cada vez que me via ou de cada vez que lhe pediam que ele dissesse algumas palavras a meu respeito. Sei que tinha um orgulho imenso por mim. Sei disso, pai”, sublinha, visivelmente emocionado.

“E é esse orgulho imenso também que sinto por ti, pelo exemplo que me deste ao longo da tua tão farta existência”, conclui Jorge Gabriel.

 

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotos: reprodução redes sociais

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