Sem desejo sexual! Sogra de Rainha Isabel II submetida a tratamento para eliminar líbido

A terceira temporada de The Crown revela a história de vida emocionante da sogra da rainha Isabel II, Alice de Battenberg. Segundo a mesma, Freud ordenou-lhe um tratamento específico muito polémico.

20 Nov 2019 | 17:50
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A série The Crown está a deixar os fãs da família real britânicos surpreendidos e cada vez mais agarrados ao pequeno ecrã. A terceira temporada deste êxito da Netflix apresenta a sogra da rainha Isabel II, a princesa Alice de Battenberg, que tem uma história de vida verdadeiramente marcante.

Num dos episódios, Filipe de Edimburgo, o marido da rainha de Inglaterra, fica preocupado com a mudança da mãe, Alice de Battenberg, para o Palácio de Buckingham, isto porque a saúde mental da princesa era muito delicada, algo que contribuiu para a infância difícil do pai do príncipe Carlos.

Alice de Battenberg fez tratamentos para eliminar a líbido

Tal como retrata a série, Alice de Battenberg concedeu uma entrevista a um jornal na altura onde revelou factos marcantes da sua vida. A família da princesa foi exilada da Grécia, sofreu um colapso nervoso que não foi tratado da maneira correta. Foi então que Alice de Battenberg foi internada e recebeu tratamento especializado do neurologista e psicanalista Sigmund Freud, que ordenou que fossem feitos raio-X ao aparelho reprodutor para eliminar a libido da mãe de Filipe. Ou seja, para esta não ter qualquer tipo de prazer ou desejo sexual.

Foi então que a princesa Alice se tornou profundamente religiosa. Mais tarde, a sogra da rainha Isabel II regressou a Atenas, na Grécia, onde passou grande parte do seu tempo a ajudar os pobres. Na altura em que a Grécia foi invadida pelas tropas alemãs nazi, Alice ajudou os judeus. Mais tarde, acabou por fundar uma ordem de enfermagem, a Irmandade Cristã de Marta e Maria, onde investiu muitos dos fundos reais que recebeu durante a sua vida.

Em 1967, Alice de Battenberg foi obrigada a sair da Grécia devido ao golpe de estado e foi então que se mudou para o Palácio de Buckingham, para viver com o filho e a nora, a rainha de Inglaterra. Foi lá que passou os seus últimos anos de vida. A mãe de Filipe de Edimburgo faleceu no dia 5 de dezembro de 1969, aos 84 anos.

Filipe de Edimburgo prestou homenagem à mãe ao participar na cerimónia do Memorial do Holocausto, em Jerusalém, onde Alice de Battenberg foi nomeada «Justa entre as Nações» pela sua contribuição e auxílio prestado aos judeus durante a II Guerra Mundial. «Suspeito que ela nunca se apercebeu do quão especial era a sua ação», afirmou Filipe.

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: Reuters
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