Sónia Brazão recorda explosão: “Eu própria cheguei a duvidar de mim”

Sónia Brazão esteve à conversa com Júlia Pinheiro para recordar o momento difícil da explosão no seu apartamento, que a colocou entre a vida e a morte.

03 Nov 2020 | 21:00
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Sónia Brazão foi a convidada desta terça-feira, dia 3 de novembro, de Júlia Pinheiro no programa Júlia, da SIC. A atriz começou por falar da sua “infância feliz” e do percurso como bailarina. Sónia Margarida Fonseca, com nome artísitico de Sónia Brazão dado por Filipe La Féria, teve vários momentos em que necessitou de se “reinventar”, mas foi há nove anos que o pior lhe aconteceu.

Uma explosão no seu apartamento localizado no quarto andar na Avenida da República, em Algés, no dia 3 de Junho de 2011, deixou a atriz com 92.8% do corpo queimado e atirou-a para a unidade de queimados, em coma induzido durante cerca de duas semanas. Emocionada, Sónia Brazão recorda que sofreu muito com aquilo que foi dito, nomeadamente pela imprensa, e garantiu que na altura, e ao contrário do que se dizia, ela “não estava sem trabalho”.

“Não fui a pessoa mais atenta a este problema”

“Tinha terminado de gravar a novela Mar de Paixão“, afirma, relembrando que interpretava Laura, uma personagem “extremamente densa” e que era cega, exigindo um nível de “concentração muito grande”. Sem entrar em muitos pormenores sobre a causa da explosão, Sónia assume que estava “cansada” e que, como ia ter dois dias de descanso dos desfiles de moda que andava nessa época, resolveu tomar dois comprimidos para dormir, uma vez que sempre sofreu de problemas de sono.

“Não fui a pessoa mais atenta a este problema”, diz. “Hoje em dia recuso-me a não dormir. Naquela altura passamos por cima do sono com uma ligeireza”, acrescenta, revelando que já andava a ser seguida por um psiquiatra.

“Tinha vindo de três desfiles no norte e viemos para baixo, para vir para os Globos de Ouro. Fui buscar o vestido, arranjei-me, vim para casa e tinha dois dias em que não ia fazer nada, só depois é que ia voltar ao norte para cumprir o calendário. Naquele dia tomei medicação porque ia estar dois dias sem trabalhar”, afirma. E, entretanto nessa noite, deu-se a grande explosão.

“Quando acordo ainda em casa lembro-me de uma espécie de pesadelo, de uma dor escoriante, de alguém a vir ter comigo e eu a não querer que ninguém se aproximasse. A seguir apaguei. Lembro-me de tomar o segundo medicamento e apaguei, fiquei em coma”, conta.

“É uma luta diária, mas estou cá”

Já na unidade de queimados, Sónia viveu momentos de aflição, sem saber se iria sobreviver. “Lutei pela vida, mas não lutei sozinha”, relata, agradecendo à “maravilhosa” equipa de médicos que a acompanhou. “É uma luta diária, mas estou cá (…) Surpreendi-me até a mim própria. Tive tanta dor ali, mas também fui muito acarinhada por aqueles médicos, nunca vou conseguir descrever a força que me davam todos os dias”.

Assume que, nessa altura, “era um dia de cada vez”. Porém, o “milagre” aconteceu e Sónia “renasceu das cinzas”. “Recuperei muito rapidamente. O meu corpo respondeu. O milagre foi deles!”, refere. Depois de muitas cirurgias estéticas e de tratamentos para renovar a pele, a artista surge mais “serena” e garante que aceita a sua imagem.

A Júlia Pinheiro, Sónia revela que tem muita vontade de voltar a trabalhar como atriz e assume que está “em paz” consigo mesma.”Fiz as pazes comigo. Com tudo o que se falou, eu própria cheguei a duvidar de mim. Não fazia coerencia, mas (…) Hoje em dia gosto muito de mim, hoje não vejo imperfeições”, remata.

Texto: Inês Borges; Fotos: DR

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