Susana de Love on Top revela: «fui acompanhante de luxo para ajudar a família»

Susana Tomás, a concorrente expulsa de Love on Top no sábado, 25 de agosto, faz revelações sobre o período em que foi acompanhante e conta que conheceu o pai da filha quando este estava preso.

30 Ago 2018 | 17:02
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Susana Tomás é uma das concorrentes mais polémicas da sétima edição de Love on Top. Durante o programa, foi revelado que a jovem de Lisboa tinha sido acompanhante de luxo e, já na Mansão do Amor, foi a própria que contou que tinha sido alvo de violência doméstica.

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Numa entrevista sem tabus, Susana revela que conheceu o pai da filha de um ano quando este estava preso e que tentou interromper a gravidez. «Por obra de Deus, não aconteceu», diz a ex-concorrente. A jovem de 23 anos explica ainda porque é que, aos 19, se tornou acompanhante de luxo.

Porque é que concorreu ao Love on Top?

Pela experiência, por curiosidade, para conhecer pessoas novas e, talvez, encontrar o amor. Podia ter corrido um bocadinho melhor, mas…

Quando soube que ia ser selecionada, como é que os seus pais reagiram?

Ficaram em choque, não sabiam o que dizer, mas depois a coisa correu bem.

O Love on Top é um programa diferente da Casa dos Segredos, sobretudo na componente sexual. Ia predisposta a fazer tudo?

O meu objetivo era fazer o meu jogo. Sexualmente, nunca me vi ali a fazer algo. Nem sequer surgiu, como puderam ver. Caso acontecesse, acontecia.

 

«Tornei-me acompanhante de luxo por necessidade financeira»

Porque é que decidiu tornar-se acompanhante de luxo?

Na altura, foi por necessidade financeira e para ajudar a família. Foi por muito pouco tempo, cerca de seis meses. Tinha 19 anos e, desde então, nunca mais exerci qualquer função. Aquelas fotos e vídeos são muito antigas. Nunca mais fiz qualquer tipo de acompanhamento. É uma parte da minha vida com a qual não tenho qualquer tipo de ligação. Foram seis meses, para equilibrar o lado financeiro. Tive uma pessoa na minha família com um problema de saúde que tive de ajudar. Foi por isso que tive de arranjar dinheiro de forma fácil.

Foram seis meses difíceis?

Foram… Essa vida não é fácil. Fiz algumas despedidas de solteiro, festas, jantares… ganhava muito bem na altura. Sinto que, quando queremos ajudar alguém na nossa família… foi uma oportunidade que surgiu e que aproveitei.

Teve alguma experiência negativa durante esse período?

Não, nunca aconteceu nada. Ninguém foi mal-educado comigo, sempre respeitei e fui respeitada. Muitos compreendiam que eu estava ali por necessidade, porque era forçada a estar ali horas e horas, a falar com as pessoas… até me ajudavam um pouco mais porque percebiam que eu estava ali por necessidade.

O que fazia quando se tornou acompanhante?

Tinha acabado os estudos e entrei logo para acompanhante.

Como é que entrou em contacto com essa atividade?

Através de um site tipo classificados. Chamaram-me para uma entrevista, passei e depois criei o me próprio site. Depois, houve pessoas que se fizeram passar por mim. Mesmo o nome ‘Rita Roque’, nunca fui eu que usei.

E deixa de ser acompanhante porquê?

Porque já não havia necessidade financeira. O meu objetivo nunca foi continuar naquilo. Era estar ali alguns meses, juntar algum dinheiro e ajudar as pessoas que tinha de ajudar. Eu sou assim, quando vejo uma pessoa mal, tenho necessidade de ajudar.

 

«Não sabia que estava grávida»

Recebemos emails de uma pessoa que diz ser o seu pai, a alegar que a Susana teria problemas psiquiátricos e que já a tinham tentado internar. Como é a relação com os seus pais?

Tenho uma boa relação. Claro existem aqueles problemas normais entre pai e filha. O meu pai nunca gostou de me ver no programa. Só sofro mesmo de ansiedade desde os 18 anos. Já tive ataques muito frequentes mas estou melhor. Em termos pisquiátricos, não tenho qualquer problema.

Estes emails foram enviados pelo seu pai?

Não sei. Estou em choque porque não sabia. Já falei com o meu pai e não houve qualquer tipo de conversa sobre isso. E nunca me tentaram internar nem nada desse género. É muito estranho…

Os ataques de ansiedade foram espoletados por quê?

Não sei. Dizem que são traumas que a pessoa passou…

Mas tem algum trauma?

Não! Também pode ser stress do trabalho, da vida…

Teve a sua filha aos 22 anos. Foi uma gravidez planeada?

Na altura, não sabia que estava grávida (risos)! Cheguei a fazer três testes, deram todos positivo e eu não estava a acreditar. Depois ambos queríamos ter o bebé. Na altura os meus pais não aceitaram muito bem. Tentei abortar em Espanha, porque aqui é só até às 10 semanas. Mas, entretanto, fui internada com uma infeção renal grave e, por obra de Deus, não aconteceu. Sinto que foi uma mensagem de Deus a dizer ‘ela tem que vir’. Não me arrependo nada. Ela tem um ano e um mês e é a melhor coisa que já me aconteceu.

A Susana revelou que foi vítima de violência doméstica. Quando é que a relação com o pai da sua filha começou a correr mal?

Estivemos juntos cinco anos…

Conheceu-o com que idade?

Tinha quase 19 anos. Demo-nos sempre muito bem. No início houve aquelas discussões de casal, o normal. É o homem que mais amei até hoje e continuo a amar. É o pai da minha filha, apesar de tudo. Nunca o vou esquecer. Há cinco meses as coisas começaram a correr muito mal. Hoje em dia não temos qualquer ligação, nem sequer falamos. Falámos antes de eu entrar no Love on Top, depois de eu sair não falei com ele. Não sei nada dele.

Como é que ele reagiu quando soube que a Susana ia entrar no Love on Top?

Não sei mas, pelo que me dizem, acho que reagiu muito mal. Ele continua a gostar de mim.

Recebemos informações que ele esteve preso.

Sim.

Isso já foi durante a vossa relação?

Eu conheci-o no Facebook. Ele esteve preso durante quatro anos e eu estive sempre ao lado dele, a apoiá-lo. Não é por ele ter estado preso que eu vou julgá-lo. Acontece.

Quando se conheceram, ele estava preso?

Estava. Fui às visitas, custou-me muito na altura. Foi um sacrifício, principalmente quando os meus pais souberam que ele era presidiário. Custou-me muito mas não o vou julgar por causa disso. Claro que as pessoas são presas por alguma razão. Cometeram um erro, aprenderam. Cada um sabe aquilo que fez. Desde que a pessoa tenha aprendido com os erros, quem sou eu para julgar?

Esse seu lado de querer ajudar as pessoas foi o que a impeliu para ele?

Não. Eu gostei mesmo dele. Foi o primeiro amor que eu tive. Fiz muita coisa por ele que não fiz por nenhum homem.

Como se dá o episódio de violência doméstica?

Foi há mais ou menos dois meses, em junho. Não estava à espera que ele tivesse esse acto. Ele bateu-me na cara, depois fui para o hospital. Fiquei muito abatida porque foi feito por uma pessoa que eu amo. Não quis acreditar…

Porque é que ele lhe bateu?

Tem a ver com ciúmes, revolta… muita coisa junta. Ele pediu-me desculpa na altura. Se eu era capaz de desculpar? Não sei. Nunca sabemos o dia de amanhã. Fiquei mesmo desiludida porque nunca pensei que ele pudesse fazer uma coisa dessas. Foi mau.

Tem um processo contra ele?

Sim.

 

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Receia pela sua filha quando ele está com ela?

No início sim, agora já não tenho tanto.

Como é que dividem a guarda da menina?

Ele está com ela aos fins-de-semana e, durante a semana, sou eu que estou com ela. Até irmos a tribunal, vai ser assim.

Tem uma ligação muito forte com ele. Apesar do que aconteceu, acha que essa relação tem hipótese?

Fiquei muito desiludida com ele. Desde que saí do love on Top, soube coisas desagradáveis da parte dele. O Love on Top é apenas um programa, estamos ali para nos divertirmos. Eu sei a pessoa que sou, valorizo-me. Se há alguma hipótese no futuro? Não sei. Depende do futuro.

 

Texto: Raquel Costa | Fotos: Helena Morais

 

 

 

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