Suspeito de ter matado irmã de Djaló começa hoje a ser julgado

O jovem que matou Açucena está acusado de homicídio qualificado, 16 tentativas de homicídio e condução perigosa. Arrisca ser condenado à pena máxima de prisão, de 25 anos.

14 Out 2019 | 11:15
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O jovem de 22 anos, acusado de atropelar mortalmente a irmã de Yannick Djaló, Açucena Tchuda, a 15 de setembro do ano passado, começa esta segunda-feira, 14 de outubro, a ser julgado no Tribunal de Almada.

Responde pelos crimes de homicídio qualificado consumado, 16 tentativas e condução perigosa. Ao longo da investigação, o arguido apresentou várias versões nos interrogatórios judiciais relativamente ao que se terá passado naquela noite.

Irmã de Djaló regressava das festas da Moita quando foi atropelada

Na madrugada do dia 15 de setembro de 2018, Açucena Tchuda estava a regressar a casa das festas da Moita com um grupo de amigos, quando foi surpreendida por uma viatura ligeira que entrou por uma rua que estava interdita a carros, devido ao arraial. A jovem foi transportada para o Hospital Garcia de Orta, onde acabou por morrer.

O suspeito foi detido ainda no interior do carro e garantiu às autoridades que estava «cego», avança o Correio da Manhã. Horas antes tinha sido agredido dentro de um bar por um grupo rival.

Jovem terá atropelado multidão por vingança

No entanto, e segundo a mesma publicação, o jovem terá atropelado o grupo com quem estava Açucena de forma intencional, porque se sentia humilhado. O atropelamento terá decorrido de uma rixa entre grupos rivais. O condutor terá decidido ir contra as vítimas conscientemente e por vingança.

Ao longo da investigação, o arguido apresentou várias versões que não têm convencido os magistrados. De acordo com o CM, disse no primeiro interrogatório judicial que não queria atropelar ninguém. Explicou que queria apenas falar com os dois jovens que o tinham agredido.

Terá atropelado a irmã de Djaló quando tentava estacionar o carro. No entanto, não conseguiu explicar por que levou o carro para uma rua estreita, cortada ao trânsito e com várias pessoas devido às festas da Moita.

A defesa pediu abertura de instrução e o suspeito apresentou uma nova versão: disse que se tratou de um acidente e que terá atropelado Açucena devido à areia que estava na estrada. Não convenceu ninguém e será presente esta segunda-feira a tribunal. Está preso preventivamente na cadeia do Montijo e arrisca pena máxima, 25 anos de prisão.

 

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Fotos: reprodução redes sociais

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