Tony Carreira EM LÁGRIMAS com declaração inesperada: «começo a chorar com saudades dele»

A celebrar 30 anos na música, Tony Carreira abriu o coração a Fátima Lopes e foi apanhado desprevenido por um testemunho inesperado e repleto de amor.

27 Out 2018 | 15:22
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Nascido e criado em Armadouro, na Beira Baixa, Tony Carreira soube desde cedo o que eram as dificuldades da vida. A celebrar 30 anos de carreira, o cantor mostra-se agradecido e não esquece as origens. Em entrevista a Fátima Lopes, no programa da TVI, Conta-me Como És, Tony falou sobre as canções e as paixões e foi surpreendido com um testemunho inesperado: o do pai, Albano.

 

«Às vezes falo com ele ao telefone e começo a chorar com saudades dele. Quando vou aos espectáculos dele. é uma alegria. Gosto muito dele. Muito, muito», diz o pai de Tony Carreira. Ao ouvir as palavras do progenitor, o cantor respirou fundo e, depois de confessar, ‘isto é violento’, explicou que não estava à espera desta demonstração de carinho.

 

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«Ouvir isto do meu pai é extraordinário. O meu pai não era isto«, começa por explicar Tony, justificando esta afirmação com o facto de o progenitor ter crescido noutra época e ter tido de lutar para sustentar a família. «E isto não é nada negativo. Ele tinha mais em que pensar, tinha de lutar pela família. Não o condeno em nada», relembra o intérprete de Sonhos de Menino fazendo uma declaração de amor a Albano Antunes. «Tenho um amor platónico pelo meu pai e ouvi-lo dizer que tem saudades minhas é fantástico». 

«O agente desconhecido de um artista que ninguém queria ouvir»

 

José Antunes teve um papel fundamental no percurso de Tony Carreira. O irmão do cantor foi o seu primeiro agente. Como explicou Tony Carreira a Fátima Lopes, «um agente desconhecido de um artista que ninguém queria ouvir cantar».

 

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«É o meu irmão, o meu chefe. o José foi das primeiras pessoas a acreditar em mim. Nós tivemos os Irmãos 5, uma banda, durante quase 10 anos. Quando saí, ele veio atrás de mim. A partir daquele dia transforma-se no meu agente, um agente desconhecido de um artista que ninguém queria ouvir cantar. Ele começa, na comunidade [emigrante em Paris], a vender espectáculos. ele tentava que não levassem um determinado artista e me contratassem», relembra o intérprete de O Mesmo de Sempre que vai dar dois concertos no Altice Arena em novembro antes de fazer uma pausa na carreira.

 

«Eu estava desesperado»

 

Francisco Carvalho, dono da editora Espacial, também deu o seu testemunho no programa da TVI. E Tony Carreira recordou o primeiro encontro com o empresário, em Paris, numa altura em que quase já tinha desistido do sonho de ter uma carreira na música. «Quando já tinha batido nas paredes todas, foi a pessoa que me deu a mão. Ele estava a lançar a editora e eu já tinha sido despedido das editoras quase todas porque era um disco, um fracasso. E alguns nem chegavam a ser fracasso.», conta Tony.

 

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«Eu estava desesperado. antes do telefonema dele, já estava quase vencido, a desistir. Aquele encontro foi o encontro da minha vida. Se não fosse aquele encontro, eu não teria voltado a Portugal. Estaria já a pensar na reforma da fábrica», afirma o cantor de 53 anos. Antes de ser músico profissional, Tony Carreira trabalhou numa fábrica de enchidos, em França.

 

Fotos: Arquivo Impala

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