Adeus, Tozé Martinho! Todas as imagens da despedida a um dos primeiros galãs em Portugal

Decorre desde o início da tarde o velório de Tozé Martinho. José Carlos Pereira, Ana Brito e Cunha e Helena Laureano já passaram pela Igreja da Ressurreição para o último adeus ao ator e argumentista

17 Fev 2020 | 17:07
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É o adeus a um dos primeiros galãs das telenovelas portuguesas. E participou na primeira, Vila Faia, no longínquo ano de 1982, quando a RTP, então a única estação da televisão, já mostrava o nosso país a cores. Tozé Martinho morreu, este domingo, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória. O corpo do ator e argumentista está a ser velado, desde as 14 horas desta segunda-feira, na Igreja da Ressurreição, em Cascais.

Por lá, já passaram nomes como o escritor Francisco Moita Flores, os atores José Carlos Pereira, Ana Brito e Cunha e Helena Laureano e o presidente do conselho de administração da produtora SP Televisão, António Parente. O funeral, ainda sem hora definida, está marcado para terça-feira, no Cemitério Municipal da Guia.

 

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Tozé Martinho tinha 72 anos e deixa dois filhos. Estava a recuperar de uma cirurgia delicada, em novembro do ano passado, na sequência de uma aparatosa queda, que lhe provocou uma fratura do colo do fémur. Dois anos antes, tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), do qual nunca recuperou a cem por cento.

Segundo uma fonte da família, Tozé Martinho sentiu-se mal no decorrer do domingo. Foi transportado para o Hospital de Cascais, onde acabou por ser declarado o óbito.

 

«A história de uma novela conta-se numa caixa de fósforos»

 

Com uma longa carreira em teatro e televisão, o ator e argumentista estava afastado do pequeno ecrã desde 2012, quando assinou a história da novela da TVI Louco Amor, de cujo elenco também fez parte. Naquele canal, foi ainda o autor das novelas Todo o Tempo do Mundo, Olhos de Água, Amanhecer, Dei-te Quase Tudo, A Outra e Sentimentos. Dei-te Quase Tudo, protagonizada por Vera Kolodzig e Pedro Granger, em 2006, mantém-se como a novela mais vista de sempre na televisão portuguesa.

Em comunicado, a estação de Queluz de Baixo recorda Tozé Martinho como um homem «pioneiro da indústria das novelas portuguesas», cuja «longa carreira inspirou os guionistas nacionais», «abrindo portas para uma atividade que hoje mobiliza centenas de pessoas».

«Ator, além de autor, tornou-se numa figura familiar que deixa saudades a todos com quem se cruzou durante décadas», salienta ainda a TVI, que termina endereçando à família de Tozé Martinho «sentidas condolências». E recorda uma das frases mais marcantes do argumentista: «A história de uma novela conta-se numa caixa de fósforos».

 

Texto: Dúlio Silva; Fotografias: Paula Alveno e Arquivo Impala

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