Transexual que a TV 7 Dias ajudou a tirar da rua é hipótese para Big Brother 2020

Em 2015, foi ridicularizada no programa da SIC Ídolos. Cinco anos depois, deixou de ser sem-abrigo e pode voltar à televisão pela porta do reality show Big Brother, que a TVI estreia em março.

13 Fev 2020 | 20:57
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Deu-se a conhecer como Alexandre Rebelo, ou seja, ainda antes de ter mudado de género. Onde? Na sexta e última edição do concurso Ídolos, transmitida pela SIC em 2015, no qual foi ridicularizada pelo tamanho das orelhas. Hoje em dia é tratada como Alexa Devni Rebelo e poderá, em breve, voltar a ser vista na televisão.

Desta vez, a concretizar-se, será noutro género televisivo. Isto porque a jovem se inscreveu no reality show Big Brother 2020, que a TVI estreia já no próximo mês de março, no ano em que se assinalam duas décadas sobre a estreia do formato em Portugal. Alexa Devni Rebelo é, portanto, uma hipótese para entrar na nova casa mais vigiada do país, numa edição que terá na apresentação, pela primeira vez, Cláudio Ramos.

«Já está. Seja o que Deus quiser. Espero conseguir entrar», diz a jovem, de 22 anos, numa partilha feita no InstaStories, ferramenta da rede social Instagram. Veja a mensagem na galeria acima!

 

Casal contacta TV 7 Dias e tira Alexa e noivo da rua

 

Estávamos em plena quadra natalícia quando Alexa Devni Rebelo revelou em desespero que se encontrava a dormir com o noivo, Ricardo Santos, de 36 anos, nas ruas da cidade do Porto. A partilha da jovem fez eco na Imprensa, que noticiou que a agonia do casal começou quando ela perdeu o emprego. Sem dinheiro para pagarem o quarto onde viviam, os dois acabaram por ser despejados.

Depois de verem negados pelas famílias de ambos os pedidos de socorro e de a Segurança Social de pouco lhes ter valido, Alexa e Ricardo apelaram aos portugueses que os ajudassem com comida ou algum sítio para dormir. E a ajuda chegou. No dia 26 de dezembro, um casal do Norte entrou em contacto com a TV 7 Dias, pedindo para o pôr em contacto com os dois, pois queria ajudá-los.

Operário fabril de profissão, o elemento masculino do casal pediu, ainda assim, anonimato. Com uma vida humilde, partilhada com a mulher e o filho, de dois anos, logo deixou claro que não tem muito para oferecer, a não ser a sua solidariedade com o que era, então, essencial.

 «Se eles quiserem, posso acolhê-los na minha casa, é um T1, mas eles podem dormir na sala, tenho lá um sofá-cama. Trabalho, tenho conhecimentos e vou tentar arranjar trabalho para ele numa fábrica. Para ela, aqui trabalho na minha zona, em pastelarias, não falta. E depois de terem a vida deles orientada seguem a vida deles», disse este benemérito à nossa revista.

O operário fabril tinha apenas uma exigência. «Se eles estiverem dispostos a trabalhar, tudo bem, senão têm de se virar para outros lados. Eu ajudo, mas não é estar ali em minha casa e pensar ‘agora já tenho comida, dormida e roupa lavada’ e estão ali sem fazer nada», explicou.

Já a par de todos os pormenores e condições, a TV 7 Dias entrou em contacto com Alexa e Ricardo, que, ao ouvirem a boa-nova que tínhamos para lhes dar, dispararam de imediato: «Que boa notícia nos está a dar! Estamos muito felizes! Só temos a agradecer!» Elucidados de que iriam ter de se mudar do Porto para outra terra no Norte e que iriam ficar a dormir na sala de um T1, garantiram: «Para nós está tudo bem. O que nós queremos é um sítio para viver. E é claro que queremos ter um trabalho para depois termos a nossa casa.»

 

Quer ver as imagens desse dia? Veja na galeria!

 

Leia a história na íntegra clicando aqui.

 

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Texto: Dúlio Silva e Susana Meireles; Fotografias: João Manuel Ribeiro e reprodução redes sociais

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