Unidos: Jogo solidário reúne famosos com objetivo de ajudar os mais carenciados

Francisco Monteiro admite que não tem jeito para o futebol, mas o foco está em ajudar quem precisa. Fundador do projeto estranha a falta de interesse das televisões nesta iniciativa.

26 Mai 2024 | 13:30
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Foi no passado dia 11 que decorreu mais um jogo de futebol organizado pelo grupo Unidos Pelo Futebol Solidário, que contou com a participação de várias caras conhecidas, como foi o caso de Francisco Monteiro, José Condessa e Francis Obikwelu, e com uma equipa formada por agentes da PSP. A TV 7 Dias esteve presente neste evento, que conseguiu angariar cerca de uma tonelada em comida, roupa e brinquedos, bens estes que revertem a favor da ABFA – Ajuda Bebés e Famílias Associação e da Associação Academia do Johnson.

Foi através de Rui Figueiredo, do Big Brother – A Revolução, e de Gonçalo Quinaz que Francisco Monteiro tomou conhecimento desta organização. O convite foi feito pelos dois e, de imediato, sem pensar duas vezes, disse que sim. “Acho que sempre que pudermos ajudar devemos fazê-lo. Sei que há muita gente, em Portugal, que ajuda na sombra, mas tentamos fazer sempre melhor. Acho que, enquanto tivermos tempo e pudermos, faz todo o sentido ajudarmos”, diz, em exclusivo à TV 7 Dias.

Zaza, como é conhecido, admite que o seu desempenho em campo “é péssimo”, mas ainda assim faz um esforço para dar o seu melhor. “Não podemos ser bons em tudo. O meu talento ficou para o padel. Eles vão tentando dar-me um ou outro golo. No último jogo falhei um golo de baliza aberta. Tenho um bom pé direito, o problema é a bola chegar ao meu pé direito, mas sou esforçado. Eles vão meter-me como ponta de lança, vamos tentar arranjar umas brechas para marcar golo. Eles querem que eu faça golo”… e fez.

Atualmente, o comentador da TVI tem tentado ter uma vida mais saudável, ao ponto de ter deixado de fumar, conforme partilhou com a nossa/sua revista: “Eu entrei no programa. Na altura não fumava. Depois, lá dentro, obviamente comecei a fumar. Uma consequência do programa. Depois, quando saí do Desafio Final demorei um bocadinho, mas desde há um mês e tal que não toco no cigarro e também não planeio voltar a tocar, até voltar a entrar num reality show, diz, em tom de brincadeira.

“Dói-me olhar para as pessoas que necessitam”

Francis Obikwelu sabe bem o que é viver com dificuldades e, por este motivo, tem sido uma das caras mais assíduas nestas partidas. “Acho que estamos a fazer uma coisa que é boa, é feita com o coração. Para mim sempre foi um sonho fazer parte de uma associação deste tipo. Nem toda a gente tem dinheiro, nem toda a gente tem a vida saudável, mas se cada um de nós ajudar com apenas €1 é fundamental. Eu passei mal também, passei dificuldades e fome e sei o que é isso e dói-me olhar para as pessoas que necessitam. Não podemos ajudar toda a gente, mas fazer a diferença na vida de algumas é fundamental”, admite.

Também José Condessa tem feito um esforço para marcar presença em campo, tal como aconteceu no passado sábado. O ator acabou por sair mais cedo pois tinha gravações da série Rabo de Peixe, mas ainda aceitou falar com a TV 7 Dias sobre este evento. “Eu já jogo futebol várias vezes por semana e poder jogar mais uma, mas, neste caso, a fazer o que eu gosto que é ajudar as pessoas é melhor ainda. Há pessoas que nos vêm ver e fazem doações. Há muitas que nem nos vêm ver, como foi o caso do último jogo que fizemos, que mandaram um familiar que estava em Lisboa entregar os bens. É sempre bom porque, no fundo, estamos a fazer uma coisa que gostamos e ao mesmo tempo estamos a ajudar alguém”, reconhece.

O projeto Unidos Pelo Futebol Solidário nasceu há dois anos, fruto de uma conversa entre Mário Jardel e Sandro Giovetti. Desde então que já canalizaram 35 toneladas em alimentos para os mais carenciados. “Temos ajudado a nível nacional, não é só em Lisboa”, adianta Sandro, que considera “gratificante o trabalho que está a ser realizado”. “O nosso objetivo maior é chegar no final, ver as instituições com os bens alimentares, com roupa, com brinquedos, e ver toda a gente feliz”, acrescenta.

Além das figuras acima mencionadas, existem muitos outros famosos envolvidos no projeto, como é o caso de Ricardo Quaresma, os Calema, os Anjos, o pasteleiro Marco Costa, que não esteve presente por estar a batizar a filha, entre outros. Foi de forma natural e espontânea que muitos se juntaram à causa e dá o exemplo de José Condessa: “Nós estávamos num jogo e o Condessa pediu-nos por favor para jogar e, a partir daí, fez parte do nosso grupo, da nossa família, como dizemos. Ontem foi ele que me ligou às 22h00 a dizer que vinha jogar”. Por ter tantas pessoas conhecidas diretamente associadas a esta organização, Sandro estranha a falta de interesse das televisões nestes eventos. “Nós já nos perguntámos, entre nós, com tanta figura pública, como é que não há um canal televisivo a interessar-se no projeto. O engraçado do nosso projeto é que não envolve €1, não envolve nada, é tudo bens alimentares, bens de primeira necessidade”, conclui.

Textos: Carla Ventura (carla.ventura@impala.pt)
Fotos: Nuno Moreira
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