De luto, avô de Valentina promete vingança: «Quando os apanhar, dou cabo deles»

Manuel Fonseca, avô da criança de 9 anos de Atouguia da Baleia, alegadamente morta pelo pai e pela madrasta, promete vingança. País está em choque com a morte der Valentina.

11 Mai 2020 | 13:41
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Manuel Fonseca, o avó materno da criança ficou em choque quando soube da morte da sua neta e admite estar incrédulo com as ações do pai da criança.

«Mas em que mundo é que nós estamos?! Quando eu os apanhar dou cabo deles os dois! Mataram a filha e foi dizer à mãe que a miúda está bem?! Matar uma filha (…) mostrar o local. Asfixiar uma filha?! Enterrar uma filha?! Um pai fazer o que faz?», questionou-se vezes sem conta perante as câmaras.

«Ele dizia que a miúda era bem estimada em casa (…). Foi o primeiro a confessar a morte. Ele mostrava estar calmo e ao fim de quatro dias é que vai mostrar o local onde deixou a filha?! Mas estamos a brincar com isto tudo?!», lamentou.

Manuel Fonseca confessou ainda que pouco ou nada falou com a sua filha, a mãe de Valentina. «Como é que vou falar com a minha filha neste fase?!» respondeu à pergunta da jornalista ao ser questionado sobre o estado atual de Sónia Fonseca.

Os habitantes estão revoltados e são muitos aqueles que chamam de «assassinos» ao pai e à madrasta da criança. «Pensei que a menina estivesse perdida por algum caminho», contou ainda uma vizinha.

Filho da madrastra é testemunha-chave

Valentina foi dada como desaparecida na manhã de quinta-feira e às buscas juntaram-se centenas de pessoas, entre populares, GNR e bombeiros. O corpo acabou por ser encontrado este domingo, ao quarto dia de buscas a seis quilómetros de casa, escondido na serra D’El Rei, região de Peniche. Os principais suspeitos do crime são o pai, 32 anos de idade, e a madrasta, de 38. O casal está «fortemente indiciado do crime de homicídio e ocultação de cadáver, entre outros crimes».

Segundo o Correio da Manhã, o filho mais velho da madrasta de Valentina, que também vivia na casa, terá sido testemunha dos momentos que antecederam o crime. Também a Polícia Judiciária admitiu, em conferência de Imprensa, que falou com a criança de 12 anos que, alegadamente, terá assistido aos momentos-chave que antecederam o crime. O testemunho desta criança pode ser uma prova essencial. As outras duas crianças têm 4 anos e 3 meses.

 

Texto: Márcia Alves; Fotos: DR

 

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